
Por onde eu passo, não tenho inimigos. Por onde entro, sou bem recebido. Estou sempre sorrindo, sempre disposto a uma boa conversa e a ajudar no que for preciso, sem dar mais do que posso dar em todos os sentidos. Sou amor, sou bem vivido, aprendo rápido, não apresso meus passos. Sou o que sou, mas mudo se for necessário, sou maleável, nunca corruptível. Sou malandro, não marginal, sou terreiro, templo, sou imortal.
ZÉ PILINTRA

Bastante considerado, especialmente entre os umbandistas, como o espírito patrono dos bares, locais de jogo e sarjetas,
embora não alinhado com entidades de cunho negativo, é uma espécie de transcrição arquetípica do "malandro".
No seu modo de vestir, bastante típico,
Zé Pelintra é representado trajando terno completo na cor branca, sapatos de cromo, gravata grená ou vermelha e chapéu panamá de fita vermelha ou preta.
Contam que nasceu no povoado de Bodocó, sertão pernambucano, próximo a cidadezinha de Exu. Fugindo da terrível seca que assolava a cidade a família de José dos Anjos rumou para Recife em busca de uma melhor vida, mas o menino aos 3 anos perdeu a mãe.
Cresceu, então, no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. Sua estatura alta e forte granjeou o respeito dos circunstantes. Sua morte seria um mistério.
Aos 41 anos foi encontrado morto sem nenhum vestígio de ferimento.
Uma outra versão do mito alude a José Gomes da Silva, nascido no interior de Pernambuco, um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor, mulherengo e brigão.
Manejava uma faca como ninguém, e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito.
Os policiais já sabiam do perigo que ele representava. Dificilmente encaravam-no sozinhos, sempre em grupo e mesmo assim não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados das pendengas em que se envolviam.
Não era mal de coração, muito pelo contrário, era bom, principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas.
sábado, 12 de outubro de 2013
NAS HORAS DIFÍCEIS

Muitos
me chamam de malandro, aproveitador, enganador até de exu sou chamado!
Éééé!!!! Os encarnados gostam de colocar muitas palavras na "boca dos
mortos" o que nem sempre traduz aquilo que nós deste lado de cá da vida
realmente somos.
Mas
como nossa Umbanda já passou de seus 100 anos, resolvi agora dar a
minha palavra para "fechar" um pouco a boca daqueles que muito falam da
Umbanda e suas entidades, mas infelizmente nada sabem da mesma e muito
pouco de nós.
Quando falamos de "malandros", logo lembramos daquele que leva vantagem em tudo na vida, enganando, mentindo e se aproveitando da boa vontade dos que são conhecidos como mais fracos o que eu José Pelintra diria "menos informados e preparados em sua fé"!
Quando falamos de "malandros", logo lembramos daquele que leva vantagem em tudo na vida, enganando, mentindo e se aproveitando da boa vontade dos que são conhecidos como mais fracos o que eu José Pelintra diria "menos informados e preparados em sua fé"!
Para quem tem uma mente doentia este seria o melhor adjetivo para os malandros, mas um verdadeiro malandro sabe:
• Driblar os obstáculos que a vida
lhe impõe com um sorriso e confiança em Deus, pois se tudo na vida tem
começo e fim inclusive nossa passagem neste mundo, suas dores não são
eternas. Sorrir quando tudo é alegria é fácil, ele já nasce na face, mas
sorrir e ter fé quando as coisas andam meio "de lado" ao só para quem
tem ginga.
•
Malandragem não é se julgar coitado esquecido de Deus e dos Orixás, é
mexer-se, fazer a diferença, ir a luta. Tombo meninada foi feito para se
levantar e continuar adiante e ficar esperto onde "se coloca o pé",
pois tem muito "malandro pisando em cova" em trocadilhos, "tem muita
gente escolhendo um caminho mais doloroso para seguir" e consciente.
•
Malandragem é saber seu limite, onde se deve parar e não querer mostrar
para os outros o que não é e o que não se tem. Deus minha gente criou
todos iguais, com as mesmas possibilidades. Na vida não tem "jeitinho",
tem é atitude de buscar melhorar-se cada vez mais de aprender a viver e
ganhar maturidade. “Só” ensina quem já aprendeu e não quem ainda esta na
primeira série.
Muitos
me criticam pelas minhas vestes brancas e trazem seu coração escuro
pelo preconceito vacilo de quem se julga superior a todos e segue uma
verdade que nem ele mesmo conhece. Muitos falam de meu punhal, mas
cortam e ferem seu semelhante com suas palavras todos os dias dentro e
fora de seus lares e o meu punhal "malandro" só corta demanda. Na minha
imagem "figura" o branco simboliza como dever ser nosso interior, ou
seja, LIMPO! Minhas mãos juntas simbolizam a fé que infelizmente de
Aruanda vemos poucos "aqui em baixo" praticá-la em qualquer credo. O
livro em meus pés significa que para crescer é preciso conhecer-se a si
próprio. O vermelho de meus adereços simboliza a vitalidade a alegria
que todo bom "malandro" deve ter para encarar os problemas que ele mesmo
cria em sua vida. Muitos falam, poucos conhecem! Muitos julgam poucos
compreendem! E assim caminha a nossa Umbanda esclarecendo e lutando para
com muita "malandragem" e muita ginga ganhar seu espaço.
Santo figura ninguém é, então que cada um reflita antes de julgar....
“Sou santo ou demônio? Justo ou pecador? Tira isso da cabeça meu menino!
Sou ZÉ PELINTRA Malandro da luz e sirvo a nosso Senhor.
" ...Seu Zé Pelintra quando vem Ele traz a sua magia Para salvar todos seu filhos e retirar feitiçaria..."
Cantiga de Umbanda
Saravá malandragem José Pelintra do Morro Grande
Mensagem canalizada por Géro Maita
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